9 de janeiro de 2020, às 18:20

Socioeducandos da Casem recebem mestre de capoeira Zé Pequeno na 2ª edição do projeto Olonimó


Na última quarta-feira (08), a Comunidade de Atendimento Socioeducativo Masculina (Casem), localizada em Nossa Senhora do Socorro, recebeu o mestre de capoeira Zé Pequeno para comandar a segunda edição do projeto Olonimó. Na ocasião, cerca de 40 socioeducandos tiveram a oportunidade de ouvir as histórias relacionadas à capoeira, conhecer mais sobre o trabalho do mestre e tirar dúvidas sobre a modalidade que também é desenvolvida na unidade administrada pela Fundação Renascer, vinculada à Secretaria de Estado da Inclusão e Assistência Social – SEIAS.

De acordo com o diretor da Casem, Rodrigo Oliveira da Silva, a iniciativa visa apresentar as trajetórias de artistas sergipanos para os adolescentes acolhidos na unidade socieoeducativa e, graças ao sucesso do projeto, será um trabalho contínuo. “Desde a primeira edição, os meninos ficaram muito empolgados com a oportunidade de conhecer o trabalho de outras pessoas e sempre vem pedindo ao professor que dê continuidade ao projeto. Essa parceria só vem a somar e trazer benefício a todos os envolvidos”, disse.

Idealizador do projeto e instrutor de capoeira na unidade, o professor Alex Sandro destacou que a segunda edição foi pautada em trazer para os socioeducandos o mestre Zé Pequeno, fundador do grupo ‘Casa Grande’ e um dos precursores da capoeira em Sergipe, para que os adolescentes pudessem dialogar sobre a atividade que também é promovida na Casem. “Como estamos no processo de desenvolvimento da Orquestra de Berimbau, trabalhando os valores e princípios da capoeira, o mestre veio contar sua história nesses 44 anos de prática e o quanto a modalidade é importante para ele, como forma de incentivar os adolescentes”, explicou.

Os socioeducandos estavam atentos às explicações do mestre Zé Pequeno e participaram ativamente do projeto, tirando dúvidas e trocando experiências. “Participo da capoeira aqui na Casem há quase um ano e também faço parte da Orquestra de Berimbau. Eu acho a atividade muito importante. Apesar de estarmos privados de liberdade, queria agradecer a organização dos socioeducadores, do mestre da orquestra, professor Alex, e a todos que colaboram para o nosso desenvolvimento, porque é com esse tipo de atividade que a gente ocupa a mente e se desenvolve”, afirmou o adolescente A. S.

Além dos socioeducandos, a capoeira também faz parte da história dos agentes que trabalham na unidade. “Eu fico muito feliz em ver o mestre trazendo um pouco da sua história de vida, das experiências que ele passou. Eu sou aluno do mestre Zé Pequeno desde os cinco anos de idade, e dentro dessa história venho acompanhando a evolução não só da capoeira, mas também das pessoas e as mudanças que acontecem através da prática. Foi uma influência muito positiva em minha vida e espero que seja também para esses meninos”, destacou o agente socioeducativo, Alberto Clécio.

O Mestre Zé Pequeno é fundador do grupo ‘Casa Grande’, que tem visibilidade não só no Brasil, como na França, onde atualmente conta com sedes em seis cidades do país. “O nosso objetivo com a capoeira é promover a ressocialização, através da troca de comunicação e experiências. Eu, como mestre de capoeira, me sinto lisonjeado por estar aqui compartilhando informações sobre a minha vida pessoal e profissional. É a primeira vez que venho na Casem e acho muito importante os projetos realizados aqui para os meninos, como a Orquestra de Berimbau. Fiquei muito feliz com a iniciativa”, concluiu o mestre.

Fotos: Díjna Torres

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