17 de janeiro de 2020, às 18:03

Percussionista Betinho Caixa D’água é atração da 3ª edição do projeto Olonimó


Músico relatou sua experiência aos socioeducandos da Comunidade de Atendimento Socioeducativo Masculina (Casem)

Dando continuidade ao projeto Olonimó, que em língua Yorubá significa aquele que detém o conhecimento, a Comunidade de Atendimento Socioeducativo Masculina (Casem), localizada em Nossa Senhora do Socorro, recebeu o músico Betinho Caixa D’água para conversar e fazer uma demonstração sobre o uso de instrumentos percussivos aos socioeducandos da unidade administrada pela Fundação Renascer, vinculada à Secretaria de Estado da Inclusão e Assistência Social – SEIAS.

De acordo com Alex Sandro, idealizador do projeto Olonimó e professor de capoeira da unidade, a intenção desta edição foi mostrar um artista que, além de tocar, também confecciona seus próprios instrumentos, apresentando aos adolescentes novas possibilidades dentro do meio artístico. “A participação de Betinho nesta 3° edição foi pensada com o objetivo de trazer um artista e um artesão ao mesmo tempo, alguém que confecciona instrumentos, que está desde garoto desenvolvendo uma habilidade própria. Ele falou sobre as dificuldades, vivências e andanças pelo mundo com os grupos musicais que ele toca ou já tocou, e também trouxe sua experiência enquanto mestre de Capoeira”, disse.

Durante a ocasião, o percussionista Betinho Caixa D’água relatou sobre sua experiência enquanto músico e artesão, e chamou os adolescentes para conhecer e tocar os instrumentos produzidos pelo artista. “Às vezes as pessoas acham que é só isolar ou se afastar dos outros que resolve. Mas a gente pode contribuir com a parte artística, mostrando outros horizontes, nos aproximando dos meninos, fazendo com que eles tenham a experiência de tocar novos instrumentos ou aprimorar o que sabem. A intenção é justamente mostrar outros caminhos e poder contribuir com o que a gente traz na bagagem, mostrando que somos todos iguais e que a gente também sofre como todo mundo, e nem por isso a gente desiste”, incentivou o músico.

O adolescente F. J. S, de 18 anos, já está pensando em seguir com os ensinamentos apreendidos ao longo do projeto. “Muitos artistas que vem aqui já passaram pelo que a gente passa e é bom escutar os conselhos deles para adquirirmos maturidade. Eu tenho um foco principal, que é fazer a faculdade de Psicologia. Como eu já tenho o sangue da arte, toco violão, tenho também o desejo de continuar seguindo por esse caminho, aprendendo mais sobre música. Esta sendo muito bom termos essa oportunidade a partir da capoeira, porque ela não é só uma arte, mas também um estado de equilíbrio psicológico”, destacou.

O diretor da Casem, Rodrigo de Oliveira Silva, destacou a importância da continuidade do projeto, sobretudo acerca do tema da Capoeira e seus desdobramentos. “Betinho é uma pessoa bem conhecida aqui no Estado, e trazê-lo para o projeto foi uma forma de, mais uma vez, dar a oportunidade aos adolescentes de conhecer novas experiências e também para estimular os socioeducandos a produzirem seus próprios instrumentos quando saírem daqui, ou até mesmo durante as oficinas de Capoeira que o professor Alex ministra na unidade”, afirmou.

|Fotos: Pritty Reis

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