13 de março de 2020, às 16:10

NEÓPOLIS | Projeto “Diversidade e Direitos Humanos na Escola” chega a mais uma escola da Rede Pública Estadual no Baixo São Francisco


O município de Neópolis foi o terceiro a receber o projeto “Diversidade e Direitos Humanos na Escola”, que busca contribuir para o combate às diversas formas de violência No ambiente escolar, em especial, a LGBTfóbica. Uma parceria entre a Secretaria de Estado da Inclusão e Assistência Social (SEIAS) e a DRE-06 [Diretoria Regional de Educação da Secretaria de Estado da Educação e Cultura – SEDUC] garante a realização das palestras. Na última quarta (11), aconteceu no Centro Estadual De Educação Profissional Agonalto Pacheco Da Silva, reunindo alunos do Ensino Médio de outras escolas, como o Colégio Estadual Caldas Júnior, Centro de Excelência Marechal Pereira Lobo e Colégio Estadual João Fernandes de Britto. No próximo dia 20, será a vez do município de Pacatuba, também no Baixo São Francisco.

De acordo com Adriana Lohanna, palestrante e referência técnica em Políticas Públicas para a população LGBTQI+ da SEIAS, a cada edição da palestra, estudantes e professores têm se mostrado receptivos e atentos à discussão. “A nossa intenção é debater a importância do respeito à identidade de gênero e nome social, que na rede estadual de educação é direito, de acordo com a resolução nº 01 de 2014 do Conselho estadual de Educação. Além disso, é importante fazer com que os diversos atores da educação entendam a importância da inclusão e do respeito à diversidade na escola. Estamos saindo de cada local com a sensação de dever cumprido”, avaliou.  

O diretor da regional DRE-06, professor Max Cardoso Silva, destacou a importância de levar a informação sobre a diversidade para o ambiente escolar. “Esse é um trabalho coletivo, fruto da união e do desejo de construir um ambiente escolar pautado no respeito à diversidade, e as reações não só dos professores, como dos alunos, têm sido gratificantes, nos dando a possibilidade de ampliar ainda mais esse debate para outros espaços no estado”.

Os alunos participaram ativamente do debate, elaborando questões, tirando dúvidas e contando sobre seus relatos pessoais. Ademilton Vieira Júnior, aluno do Centro Agonalto Pacheco, desabafou sobre o desconforto de usar o banheiro masculino, mesmo se sentindo como uma mulher trans. “Eu aprendi mais sobre mim, sobre quem eu sou. Me senti muito realizado, porque me considero uma mulher trans, mas ainda não escolhi meu nome, estou aprendendo sobre isso. Hoje foi muito importante pra mim, porque pude tirar dúvidas e me sentir melhor com quem sou, além de conseguir falar sobre o meu desconforto em usar o banheiro masculino”, relatou o aluno.

Para a diretora do Centro Estadual De Educação Profissional Agonalto Pacheco Da Silva, Carleane Monteiro, o evento é de suma importância para o universo escolar. “Gostaria de levar para todos os alunos, para que eles tivessem a oportunidade de ouvir sobre tudo que Lohanna passou, refletir sobre a importância desse tema. Essa é uma formação pra vida, porque precisamos aprender a respeitar o outro. E devemos ser, também, multiplicadores de informações, para que a intolerância e o preconceito acabem, levando para o outro o ensinamento do amor e do respeito”, ressaltou a diretora.

Fotos: Pritty Reis

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