5 de fevereiro de 2020, às 18:08

Conselho Estadual da Mulher discute plano de trabalho e conferências territoriais


A primeira reunião ordinária com as empossadas no Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDM) para o biênio 2020-2022 aconteceu na última terça-feira, 04, no auditório da Secretaria de Estado da Inclusão e Assistência Social (SEIAS). O encontro contou com a presença das conselheiras e suplentes admitidas e teve como objetivo apresentar o balanço da gestão anterior, traçar um plano de trabalho para a nova gestão e planejar a construção das conferências municipais e estadual em 2020.

Novas estratégias de ação foram discutidas durante a reunião, de acordo com Érica Leite Santana, integrante da coordenadoria da mulher da SEIAS e representante estadual no Conselho. “As conselheiras apresentaram propostas, como capacitações internas e diálogo com os poderes executivo, legislativo e judiciário. Debatemos também a construção de políticas públicas para as mulheres e definimos uma reunião, entre os conselhos estadual e municipal de Aracaju, para afinar questões relacionadas à Conferência, em nível municipal e estadual”, destacou.

A construção do processo conferencial foi ressaltada também pela conselheira e presidente do Movimento de Lésbicas de Sergipe (MOLS), Ednalva da Silva Monteiro. “A primeira reunião é de suma importância pra traçar nosso plano de trabalho, além de fazer uma retrospectiva do que foi planejado e executado na gestão passada. É muito importante ter representantes da sociedade civil na composição deste Conselho, para que possamos construir juntas, ao longo do ano, as conferências livres municipais até chegarmos à Conferência Estadual”, pontuou.

Com formação paritária entre representantes de instituições governamentais e da sociedade civil, o Conselho atua em busca da promoção de políticas públicas e na defesa dos direitos da Mulher. “Enquanto representante do Conselho Regional de Psicologia, eu também venho trazer os nossos acúmulos no que diz respeito à saúde mental e aos processos de subjetivação da mulher. A sociedade patriarcal brasileira tem que ser desconstruída. Não estamos mais aqui para silenciar e nem ser silenciadas”, disse a conselheira Lidiane de Melo Drapala.

O CEDM foi criado em 1998, pela Lei Estadual nº 3.972, e conta com representantes de diversos setores da sociedade civil, com o intuito de acompanhar e fortalecer ações e projetos voltados para os direitos das mulheres. No dia 17 de janeiro deste ano, 22 mulheres representantes da sociedade civil, divididas em 11 titulares e 11 suplentes, foram aceitas para atuar neste biênio no Conselho Estadual dos Direitos da Mulher.

|Fotos: Pritty Reis

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